Pensamentos de 01/11/2008

Sincronizando Mac e Google

Conheço um ditado mais ou menos assim: "um homem com dois relógios nunca tem certeza das horas".  Hoje, esse ditado poderia ser ajustado para algo como: "um homem que mantém seus contatos e calendários em mais de um serviço nunca tem certeza de para onde deve enviar um email ou quais são os compromissos assumidos".

Para quem é móvel, usar uma solução online é sempre interessante. Há várias delas, incluindo os serviços do Google e do Yahoo. O problema é que, a maior parte do pessoal móvel acaba tendo "uma máquina para chamar de sua", onde trabalha mesmo não estando online.  No meu caso, são duas :(

Faz algum tempo que estou usando o excelente SpanningSync para manter o livro de endereços e os calendários dos meus Macs sincronizados com os seus correspondentes no Google.

O produto é MUITO BOM. O sincronismo de calendário funciona 100%, e o de contatos sincroniza até o que não deve :)  Tudo bem, é uma falha do Google que afeta todos os produtos que fazem sincronização de contatos (SpanningSync, Soocial...). Quando o Google resolver o problema, a solução vai ficar perfeita.

Se você resolver assinar o produto -- sim, ele é oferecido num modelo de assinatura anual -- é possível conseguir um desconto de US$ 5,00 usando um código de referência de qualquer usuário ativo... Até o meu serve :).

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Pensamentos de 03/09/2008

Alguém por aqui?

Err... Alguém por aqui ainda? 1, 2, 3, testando...

Em breve devo recomeçar a fazer alguns comentários aqui, principalmente relacionados com computação e sociedade -- afinal, isso é tema de uma das disciplinas que estou ministrando.

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Pensamentos de 01/06/2006

Mais um tracker que cai...


Mais um serviço responsável por troca de arquivos piratas foi fechado pela toda-poderosa MPAA. A bola da vez foi o tracker bittorrent PirateBay.

Os servidores do tracker ficavam na Suécia e, segundo os adminsitradores do site, era "perfeitamente legal dentro das leis suecas". A base da argumentação dos adminstradores do PirateBay é que eles armazenavam, apenas, arquivos de torrent que contém, apenas, informações sobre onde recuperar determinado arquivo, e não o arquivo em si. Ainda segundo os administradores, apontamentos indiretos para material protegido não é considerado crime de acordo com as leis suecas. Havia uma página no site onde cartas de advogados eram apresentadas junto com as respostas -- sempre sarcásticas -- dadas por eles.

A ação aconteceu na manhã do dia 31 de maio, foi noticiada por várias fontes diferentes e, de acordo com os administradores, o site não ficará fora do ar por muito tempo: "will be up and fully functional within a day or two".

Pensamentos de 19/04/2006

Assim não pode, assim não dá!

Fiquei desde o meio dia de ontem tentando instalar o NS-2. Criei partição, instalei uma distribuição linux que estava listada como "compatível", segui o roteiro de instalação e nada!

O mesmo erro se repetia todas as vezes que eu tentava compilar o pacote. Como a instalação estava nova, fiquei imaginando que alguma coisa no ambiente não estava definida, pois essa era a dica que eu conseguia tirar da mensagem de erro. Revira variáveis de ambiente e nada.

Depois de quase 8h, de buscas no Google por informações genéricas de instalação do bendito NS-2 no Debian, resolvi procurar o óbvio: a mensagem de erro completa, incluindo o número da linha do script do TCL onde estava acontecendo o erro. Bingo!

O TCL e Tk têm um erro no script de configuração que não era problema até a versão 3.0 do bash. Adivinha qual a versão que a instalação padrão do Debian usa?

A solução está detalhada aqui.

Pensamentos de 13/04/2006

Final Mundial da ACM Programming Contest

Time do ITA na premiaçãoA final 2005 acabou e o scoreboard é o final. Assim sendo:
  1. Saratov State University com seis problemas (917min)
  2. Jagiellonian University, também com seis problemas (1258min)
  3. Altai State Technical University com cinco problemas (681min)
O ITA ficou em décimo terceiro com quatro problemas também (perdeu a medalha de bronze nas penalidades!) e a PUC Rio em décimo nono com três problemas. O ITA foi, novamente, campeão latino-americano.

Parabéns ao ITA e à PUC Rio!

Pensamentos de 12/04/2006

Backup remoto a custo virtualmente zero

Todo mundo aprende (por bem ou por mal) que é fundamental fazer backup dos seus dados e, como Murphy é implacável, o backup deve ser feito longe do dado original: não adianta fazer backup em outra partição de disco, em outro disco na mesma máquina ou no micro do lado pois, se o seu local de trabalho pegar fogo ou for assaltado -- Murphy... Murphy... -- você perde o dado original e a cópia.

Uma alternativa muito comum é mandar por email para si mesmo ou para uma conta criada exatamente com esse propósito num serviço de email gratuito, como o GMail. Nessa categoria entram as soluções como o GMailFS e o GMail Drive Extension. Solução mais profissional seria contratar um serviço de backup remoto, como o NetBackup da CTBC ou, se você for hacker!, escrever uma aplicação usando a API do serviço S3 da Amazon. Nos dois casos o serviço é pago.

Hoje recebi de um colega um link pra um tal de Mozy. Seguindo a linha das aplicações mais recentes, ele foi lançado com a famosa chancela de "beta". O serviço me pareceu bem interessante e diferente das soluções anteriores por algumas razões:
  • Custo zero: não há custo direto para colocar ou retirar conteúdo;
  • Espaço razoável: você começa com 2GB de espaço e pode comprar mais espaço se quiser, pagando apenas pelo espaço alocado e não pela transferência;
  • Criptografia: diferente do S3, você pode escolher uma chave própria (criptografia Blowfish de 448 bits) ou usar a chave compartilhada do Mozy para criptografar os dados armazenados;
  • Transferência inteligente: o cliente só manda para o servidor as porções modificadas do arquivo;
Mas -- maldito "mas"! -- tem um problema: você só pode fazer 4 restores por mês.

Segundo eles isso foi necessário para evitar que o serviço se tornasse um repositório de arquivos compartilhado e desse margem para processos movidos pela RIAA ou coisas do tipo. Convenhamos que você precisa recuperar seu backup mais de quatro vezes no mês você não precisa de backup, e sim de um computador novo ;)

Perceba que o serviço não é um WebDrive: você não pode ficar salvando recuperando arquivos isolados. Você precisa definir um conjunto de pastas e arquivos que serão armazenados e um software rodando na sua máquina fica responsável por fazer essa transferência. O serviço S3 da Amazon, por outro lado, permite essa abordagem, desde que você pague pelo tráfego gerado. É para pensar nele como um seguro: tê-lo mas não precisar usar.

É claro que eles tem que ganhar dinheiro de alguma forma, e isso é feito através de publicidade: eles enviam emails promocionais para você de tempos em tempos com base nas suas preferências. Acabei criando uma conta para testar e ter mais um local para backup das minhas coisas do doutorado. Sabe como é, né? :)

Pequeno update: estou fazendo o meu primeiro backup totalizando 707MB. Pelo andar da carruagem, vai demorar umas 9h no total (já se foram exatamente 5h). O indicador da velocidade de upload marca cerca de 300kbps. Considerando que eu estou numa rede onde é comum baixar e subir coisas a 7Mbps efetivo, acredito que essa limitação seja lá, e não cá.

Pensamentos de 16/03/2006

Um comentário sobre o Origami

Já me acusaram de "parcial", "xiita" ou "frustrado", então deixa eu fazer alguns comentários sobre o post do Origami, agora chamado de Ultra Mobile PC (UMPC).

Quando eu falei que o lançamento era "frustrante" eu estava falando de que ele, realmente, frustou as minhas expectativas. Eu imaginava, pelos comentários gerais e pelos teasers, que ele viria com GPS (um modelo de UMPC, da Founder, parece que tem) e suporte a telefonia. Estava imaginando algo, realmente, convergente a ponto de eu poder me livrar de todos os meus gadgets e ficar apenas com ele.

Não ter telefonia incorporada me obriga a manter um telefone por perto para garantir conectividade em ambientes sem WiFi e, ai, já são dois gadgets para carregar, sem contar que o telefone terá que ter bluetooth: não imagino sacar o telefone, o UMPC e, em trânsito, ficar tentando alinhar os dois. Tudo bem que para ter suporte a telefonia o sistema operacional não poderia ser o Windows XP, e teríamos que migrar para o Windows Mobile. Estaria disposto a sacrificar a possibilidade de executar meus aplicativos de desktop para ter o suporte de telefonia.

Alias, com a memória e o processador imaginados para o UMPC, não dá para pensar em rodar coisas muito pesadas, como um ambiente integrado de desenvolvimento tipo Visual Studio ou Eclipse mesmo. Jogos mais pesados, que demandam processamento, também iriam "miar".

Meu medo, sinceramente, é que o UMPC acabe virando uma segunda família de Tablets PC, com um nicho restrito, e não um verdadeiro dispositivo ubíquo e onipresente capaz de resolver os pequenos -- e chatos -- problemas do dia-a-dia como passar o tempo em uma sala de reuniões, escutar músicas, assistir filmes e video clips, ler e enviar emails, tomar pequenas notas, fazer modificações ou pequenas edições em textos e planilhas, lidar com pequenas bases de dados, dar suporte à navegação veicular, navegar na web, enviar a receber mensagens de texto ou multimídia para celulares e, por último, falar e/ou ver pessoas que não estão fisicamente próximas. Será que não tem gente pensando em "vender o notebook e o desktop" para comprar um UMPC?

Já vi Tablets sendo usados, de verdade, em apenas três cenários: educação, medicina e arquitetura. Na parte de educação eu tenho visto o uso em coisas tipo Class Server da Microsoft ou o iClass desenvolvido pelo pessoal da USP em São Carlos. O pessoal da Faculdade de Medicina da USP em São Paulo também tem usado em contextos como telemedicina. O departamento de arquitetura da USP São Carlos tem uma atividade de campo feita numa fazenda histórica da região onde mais de 20 Tablets são levados para campo para que os alunos possam fazer anotações sobre o que observam e essas anotações podem ser, depois ou ao mesmo tempo, revisadas por especialistas das diversas áreas.

Ainda não vi alguém usar de verdade um Tablet como ambiente primário de desenvolvimento ou para substituir um desktop em atividades de escritório como produzir grandes massas de texto ou planilhas complexas. Já vi, sim, usarem notebook para isso, mas não um Tablet[1].

Alguns agora vão dizer que eu não quero um PC ultra móvel, e sim um super PDA. Pode até ser que seja isso mesmo... Será que um PDA com 256MB de RAM, 40GB de armazenamento de massa, tela VGA ou SVGA, WiFi, WiMax, GPRS/EDGE/UTMS e GPS e que seja capaz de executar as tarefas que comentei acima não seria mais interessante que um UMPC? Não vou entrar no mérito do sistema operacional aqui, para não criar outra celeuna :)

O meu medo com o UMPC é que ele fique subdimensionado para o uso que as pessoas venham a querer fazer dele e, ao mesmo tempo, superdimensionado para resolver os pequenos -- e chatos -- problemas do dia-a-dia.

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[1] Hoje fiz uma viagem de cerca de 90min e usei um Tablet da Compaq, modelo TC1000 (processador TM5800 da Transmeta de 1GHz e 256MB de RAM), para fazer algumas anotações sobre um projeto que estou participando: não é tão confortável quanto editar num PC de mesa. O teclado é pequeno, o processador e a memória não ajudam a manter várias janelas abertas, trocar de uma para outra é demorado... Para uma edição eventual, enquanto em trânsito, é uma maravilha, pois ele é muito leve e a bateria dura um absurdo, mas não consigo colocá-lo como minha plataforma principal. A entrada de texto na forma de escrita livre também é uma maravilha -- em inglês :) Minha caligrafia nunca foi boa e, com o uso de teclado, acabou piorando mas, mesmo assim, o Tablet consegue reconhecer com boa precisão o que eu escrevo com a caneta. Pelo site da Compaq, esse Tablet saiu de linha e, no seu lugar, tem outros dois modelos com processadores Intel Centrino e mais memória. Pode ser que esses novos (entre US$1.500,00 e US$2.200,00) se comportem melhor, mas com esse preço compra-se um belo notebook, com mais processador e mais memória.

Armazenamento digital da Amazon

A Amazon (aquela mesmo) está oferecendo um serviço novo: armazenamento de dados.

A idéia geral é bem simples e, ao mesmo tempo, interessante -- financeiramente para eles. Você contrata o serviço e paga conforme o uso, deixando a Amazon US$0,15 mais rica por cada gigabyte armazenado/mês e US$0,20 por cada gigabyte transferido. O acesso ao serviço é feito através de uma API com suporte a SOAP e REST.

Segundo o site deles, as decisões de projeto do S3 levaram em conta algumas das diretivas básicas de sisemas distribuídos, entre elas, descentralização, tolerância a falhas e escalabilidade.

Mas -- sempre tem um mas -- algumas coisas merecem ser observadas.

Custo comparado com armazenamento local
Para pequenas quantidades de dados o custo pode ser bem pequeno, por exemplo, US$10,00 para manter 5GB armazenados por 1 ano (US$1,00 para subir mais US$0,75/GB/mês). Se você quiser manter esses mesmos 5GB armazenados localmente com uma qualidade de serviço equivalente, fatalmente o custo será maior. Para quantidades maiores, vale a pena fazer algumas contas.

Se fizermos uma comparação rasteira, um disco rígido convencional, hoje, armazena dados a um custo próximo de R$2,00 por gigabyte. Se quiserermos, apenas, guardar os dados lá, o custo de armazenamento online só é negócio para períodos inferiores a 4 meses e três semanas. Para períodos superiores, o custo de armazenamento local é menor.

Perceba que essa conta é simplista e não leva em conta o custo da interface de disco e de manter o sistema de armazenamento ligado e estamos ignorando as outras facilidades agregadas pelo serviço (disponibilide dos dados, custos de adminsitração dos dados, offsite backup...) bem como eventuais custos associados com a banda do seu ISP, se você exceder uma eventual quota mensal de transferência. Um modelo melhor deveria levar em conta os custos de substituição de discos defeituosos, tempo para gerência, energia elétrica, refrigeração...

Privacidade dos dados
Lá, nos servidores, os dados são guardados de forma criptgrafada. Qual confiança você tem na Amazon para garantir o sigilo dos seus dados? Tudo bem, algum algoritmo criptográfico que você controle na entrada poderia resolver esse problema, mas mesmo assim ainda sobraria um outro problema: as pessoas que você quer manter longe dos seus dados saberiam que você tem dados que devem ficar longe dos olhos dos outros. Vide o que aconteceu com o Google nesses últimos dias.

Uso de BitTorrent
De acordo com a página do serviço, eles oferecem uma interface de acesso baseada em BitTorrent. Dois aspectos que merecem ser citados aqui. Em primeiro lugar, seus dados vão passar por outros pares ou, quiçá!, estarão armazenados nos pares; em segundo lugar, você paga para eles pela transferência e eles diluem parte dos custos reais com os pares que farão parte da nuvem BT. Bom para eles :)

Acesso, apenas, através da API
Seria bem interessante se eles oferecessem, também, acesso através de rsync, sftp ou webdav, que são padrões de fato para transferência de arquivos.

A solução da Amazon não é, nem de longe, a única, muito menos a primeira. Há, na literatura, outras tentativas de criar um serviço de armazenamento ubíquo, como é o caso do OceanStore. Além disso, lembrem-se que o Google deve oferecer um serviço parecido, e algo parecido já pode ser obtido com extensões como o GMailFS e o GMail Drive Extension.

Por fim, lembram do GoogleZon?

Pensamentos de 09/03/2006

Microsoft anuncia o Origami

Frustrante... Acho que esse é o melhor qualificador que eu consigo encontrar para o misterioso Projeto Origami da Microsoft.

O projeto foi anunciado na forma de marketing viral. A primeira mensagem começou a circular duas semanas antes da CeBIT e a última foi publicada hoje, junto com o site do Ultra Mobile PC, o nome oficial do produto. Antes do lançamento oficial eu recebi um vídeo bem interessante com algo muito parecido com o que foi anunciado oficialmente hoje.

De acordo com a Microsoft, o UMPC vai rodar Windows XP Tablet PC Edition 2005. O display terá 7" (ou menos) com resolução mínima de 800x480 (razão de 15:9). O peso total esperado para a unidade é de cerca de 900 gramas. A conectividade fica a cargo de WiFi e Bluetooth 2.0. A adoção de Windows XP e não Windows Mobile permite que praticamente todos os softwares para desktop possam ser executadas nele, o que é uma vantagem. O processador é de 1GHz e há suporte para a DirectX 8 no subsistema de vídeo.

Um diferença para os Tablet PCs fica por conta da interação com a tela. Nos Tablets, a interação é feita através de uma caneta especial, ou seja, você pode se apoiar sobre a tela de um Tablet sem afetar a interação. No UMPC, a tela é sensível para que possa ser manipulada com as mãos, dando origem a algo que parece ser uma interface para entrada de dados bem bolada: você poderia "digitar" apenas com os dedões e continuar a segurar o dispositivo de uma maneira confortável, usando as duas mãos. Será que a Microsoft vai ser processada, agora, por causar tendinite nos usuários? :)

Imaginava, sinceramente, algo mais convergente, que incorporasse telefonia convencial (GSM, por exemplo). O preço, variando de US$600,00 a US$1.000,00, coloca-o num patamar acima dos PDAs PPCPE topo de linha e próximo dos notebooks mais simples.

O hardware é incapaz de executar o Windows Vista. Isso indica que a Microsoft vai ter que dar suporte por um bom tempo ao Windows XP, ou então lançar o UMPC já uma data prevista de morte.

Não achei informações sobre como é feito o armazenamento de massa. O uso de um disco rígido convencional mataria a bateria. Poderiam usar memória de estado sólido (NOR ou NAND). Os reviews falam de baterias com duração da ordem de 3 a 4 horas.

Mas, uma outra grande dúvida é a seguinte: qual é a grande diferença para o Nokia 770 -- além do sistema operacional :) -- que já existe faz algum tempo?

Pensamentos de 02/03/2006

Três (ou quatro) monitores em um computador

A Matrox está lançando um dispositivo portátil -- sim, pequeno gafanhoto, você pode levá-lo no bolso e usar em outras máquinas -- que permite conectar até três monitores a uma mesma saída de vídeo e obter uma tela com até 3840 x 1024 pixels de resolução. Trata-se do TripleHead2GO.


O produto vai ser lançado em abril com um preço sugerido de US$299,00. No final do ano passado eles anunciaram a versão para conectar dois monitores com o sugestivo nome de DualHead2GO e com o preço de US$170,00.



Os usos podem ser os mais variados, incluindo:
  • Manipular aquelas planilhas gigantescas,
  • Modelagem 3D com múltiplas visões,
  • Simuladors de vôo (yes!!!)
O problema é que o processamento de toda a tela deve ser feita pela GPU da sua placa de vídeo. Assim, não adianta pegar uma daquelas placas pé-de-boi e querer que ela funcione a 3840 x 1024 com 75Hz de taxa de atualização que não vai funcionar.

Outro ponto negativo é que a interface é VGA (analógica) e não DVI (digital). Isso é uma limitação da tecnologia desenvolvida pela Matrox. O Triplehead2Go é um Módulo de Expansão Gráfica (graphic expansion module -- GXM): eles não são aceleradores gráficos. Todo o processamento 2D e 3D é feito na GPU da placa de vídeo original, e o GXM é responsável, apenas, por adicionar o suporte aos múltiplos monitores. O site da Matrox tem os detalhes técnicos de como a coisa funciona.

Tudo bem que está longe da solução que o pessoal de Irvine fez, que usa 50 monitores, mas tambem custa 1/1000 do preço.

Um comentário em 08/03

Vendo os registros de navegação pelo site encontrei um interessante, vindo do IP 138.11.254.204 em 04/03. Uma consulta rápida ao whois mostra que esse IP é da própria Matrox. Ainda pelo registro, chegaram aqui por uma consulta feita no Google. Dois comentários a partir deste fato: (1) O Google é rápido para varrer e indexar este site aqui; (2) A assessoria de imprensa deles anda verificando a efetividade do marketing ou coisa parecida...